Em busca da Ecotopia...

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Publicado em 25/08/2016 às 15h12
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Pontes de Plástico na Holanda

Publicado em 23/03/2016 às 12h51

Roterdã está substituindo centenas de pontes de madeira por novas, feitas com 
plástico reforçado com fibras (FRP, na sigla em inglês).

Essas novas pontes têm sua concepção caracterizada pela estrutura inferior com
faces em ângulos não ortogonais, assim como nas grades de aço. O comprimento e
a largura das pontes variam, assim como a montagem das partes inclinadas e
planas. O material utilizado em sua estrutura é um plástico leve, reforçado com fibras
e as grades laterais são em aço. Comparado com a vida útil de apenas 25 anos
das pontes de madeira, as pontes em FRP foram concebidas para uma vida útil de
pelo menos 60 anos, afirma a empresa FiberCore.


O material não apodrece, não enferruja e não sofre com as intempéries. Como
resultado, a ponte requer praticamente nenhuma manutenção.

A primeira ponte foi inaugurada às margens do Rio Nieuwe Maas, no distrito de
Ijsselmonde, onde outras 16 pontes serão substituídas.



Estas pontes foram projetadas pelo escritório Olaf Gipser Architects, junto
com o paisagista Klaas Jan Wardenaar.
Seu design faz uma referência sutil às pontes originais dos pôlderes da região, 
que remontam ao tempo em que os distritos ainda eram terrenos agrícolas.

Elas substituirão as pontes de madeira, construídas sem grandes preocupações
arquitetônicas quando a cidade estava em rápida expansão, nos anos 70 e 80.

A cidade de Roterdã possui aproximadamente 800 pontes para pedestres e
ciclistas, muitas das quais precisarão ser substituídas nos próximos anos.

Fonte: Plastics | Fotos: FiberCore



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Maior parque eólico flutuante do mundo

Publicado por focs em 03/11/2015 às 18h56

O governo escocês aprovou a construção do maior parque eólico flutuante do mundo, que será construído em alto mar ao largo da costa do país.

O maior parque eólico offshore do mundo recebeu o sinal verde por parte do governo escocês e terá a empresa de energia norueguesa Statoil a frente do projeto piloto para instalar cinco torres eólicas flutuantes que serão ancoradas no mar, cada uma com turbina de 6MW, totalizando 30 MW com o potencial de pico coletivo para gerar 135GWh (Giga-watts / hora). Isso é suficiente para abastecer 20.000 casas.

Sob o nome de Projeto Hywind Escócia, a construção deverá começar em 2016 e será o primeiro parque eólico flutuante do Reino Unido.

Falando sobre o projeto, o Vice Primeiro-Ministro escocês, John Swinney, disse: "As expectativas estão aumentando com relação ao potencial para a tecnologia eólica offshore flutuante se instalar em águas mais profundas."

As cinco turbinas serão ancoradas a 25km da costa de Peterhead no Nordeste da Escócia.

Conforme relatado pela BBC, ele acrescentou: "A capacidade de alavancar recursos de infra-estrutura e da cadeia de fornecimento existentes da indústria de petróleo e gás offshore cria condições ideais para posicionar a Escócia como um país líder mundial em tecnologia eólica flutuante."

A era das turbinas flutuantes

A instalação Hywind Escócia é diferente de parques eólicos offshore convencionais por ser ancorada ao fundo do mar com uma amarração de três pontos onde as turbinas serão anexadas. As turbinas também serão interligadas, e um cabo vai enviar a energia gerada de volta à terra.

Embora a tecnologia ainda seja nova, a pesquisa indica que os parques eólicos offshore flutuantes irão operar com uma pegada de carbono reduzida. Um relatório recente do Instituto de Tecnologias Energéticas (ETI) afirmou que as fundações flutuantes operando em profundidades de mais de 50 metros no mar poderiam ser uma fonte de energia de baixo carbono e financeiramente viável em 10 anos. A plataforma flutuante deve ser instalada a uma profundidade de 100 metros do fundo do mar.

Espera-se que o Projeto Hywind reduza os custos de geração de energia para menos de £100/MWh, graças à sua plataforma flutuante. Parques maiores, se desenvolvidos no futuro, poderiam trazer esse número ainda mais para baixo a £ 85-100 / MWh, em comparação com a média global de projetos offshore que estão atualmente em £112/MWh.

HywindScotlandParkConcept

A Statoil, gigante de energia que também atua no setor de petróleo e gás, escolheu a Escócia devido às condições favoráveis ​​de vento e do forte apoio dos legisladores e do governo local. Irene Rummelhoff, vice-presidente executiva de Novas Soluções Energéticas na Statoil disse: "Turbinas eólicas flutuantes representam uma nova, significativa e cada vez mais competitiva fonte de energia renovável. Estamos orgulhosos de desenvolver este projecto único na Escócia, em uma região que tem ótimas condições de vento, uma forte cadeia de abastecimento dentro de petróleo e gás e políticas públicas de incentivo."

Falando sobre o projeto inovador, o diretor da World Wide Fund (WWF) na Escócia, Lang Banks, viu uma oportunidade para o objetivo da Escócia em ser um país de eletricidade totalmente renovável: "O desenvolvimento de turbinas flutuantes pode permitir a Escócia garantir ainda mais energia limpa a partir da energia eólica offshore no futuro. Com o apoio político adequado para a energia eólica offshore e outras tecnologias renováveis, a Escócia está bem posicionada para se tornar a primeira nação da União Europeia com 100% de eletricidade renovável até 2030."

A construção do projeto piloto terá início em 2016, com a entrega prevista dentro de um ano - prazo estabelecido para o comissionamento final do parque eólico flutuante em alto mar.

Fonte: Hacked.com / Imagens: Statoil

 

 

 

Categoria: Energia, Tecnologia e Inovação
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Aplicativos que facilitam sua vida

Publicado por focs em 27/10/2015 às 06h57

Conheça alguns aplicativos que tornam o seu trabalho muito mais fácil!

 

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Magic Measure

Este aplicativo propõe-se a ser sua trena digital. Tire uma foto usando o Magic Measure e então, ao tocar nos objetos da foto, as dimensões aparecerão.

 

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Magic Plan

A proposta do Magic Plan é gerar plantas internas a partir de fotografias. Ao tirar a foto de um ambiente, o aplicativo calcula as dimensões do ambiente e gera a planta. Tirando fotos de vários ambientes, você consegue integrá-los, gerando a planta interna - completa ou parcial - do seu imóvel.

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RoomScan

Este aplicativo gera a planta interna automaticamente, a partir da localização do seu celular. Ative o aplicativo, coloque o celular nas paredes do ambiente e ele automaticamente gerará a planta baixa.

 

 

 

 

Categoria: Arquitetura e Construção, Tecnologia e Inovação
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Arte feita com lixo dos oceanos

Publicado por focs em 26/10/2015 às 07h32

Washed Ashore (trazido à praia, em uma tradução livre) é uma ONG de Oregon, nos Estados Unidos, que promove a criação de esculturas a partir do lixo encontrado no mar ou nas praias, a grande maioria composta por plásticos.

Mais um exemplo que a beleza da arte pode nos fazer pensar sobre os nossos atos e os impactos gerados por eles.

 

 

 

 

 

 

Fontes: wordlessTech; Washed Ashore

Categoria: Ecologia e Meio Ambiente, Sociedade
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WattWay - a estrada solar que gera eletricidade

Publicado por focs em 14/10/2015 às 07h26

La route solaire imaginée par l'entreprise Colas (Joachim Bertrand - Colas)

A empresa francesa Colas, especializada na manutenção de infraestrutura rodoviária, anunciou ontem, 13 de outubro, uma novidade inovadora: a "estrada solar" capaz de gerar eletricidade. Os painéis Wattway contém células fotovoltaicas embutidas em um substrato multicamadas e já está disponível para projetos piloto, com medidas entre 20 m² e 100 m².

"Hoje realizado pelo laboratório do "Institut National de l’Énergie Solaire" (Instituto Nacional Francês de Energia Solar), a fabricação dos painéis fotovoltaicos vai para a fase industrial no futuro próximo", disse Colas em um comunicado. Este já é um sucesso para uma empresa que, há cinco anos, tem trabalhado para desenvolver painéis fotovoltaicos que suportem o tráfego de caminhões.

Chamadas de "WattWay", estes painéis têm poucos milímetros de espessura e são instalados diretamente sobre a estrada existente para produzir eletricidade e, assim, alimentar a iluminação pública, habitação, escritórios, ou sinais luminosos. Segundo Colas, 20 m² de piso WattWay geram eletricidade para abastecer uma casa (excluindo aquecimento).

Os painéis são "integrados em um substrato multicamadas composto de resinas e polímeros, translúcido o suficiente para deixar a luz passar." A camada superior de resina é misturada com os grânulos de vidro reciclado, de modo a formar uma superfície não escorregadia e resistente, com duração estimada entre 15 e 20 anos (similar a do revestimento asfáltico). 

Le revêtement composé cellules photovoltaïques recouvertes d’un alliage transparent résister passage poids lourds.

Em ambientes urbanos conectados, Wattway proporcionará energia renovável no ponto de consumo, integrando o conceito de "Cidades Inteligentes". Em ambientes isolados, onde não há redes de distribuição de energia elétrica, Wattway possibilita criar uma infraestrutura que atenda uma pequena demanda de maneira local e duradoura.

Fonte: L'energie D'avancer / Colas - Fotos: Joachim Bertrand - Colas

 

Categoria: Energia, Materiais, Tecnologia e Inovação
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Eficiência em edifícios existentes

Publicado por focs em 13/10/2015 às 18h04

Em tempos de crise, gestores de edifícios buscam redução de custos e aumento em eficiência.


Para alcançar este objetivo, o mais recomendável é que se adote uma certificação de operações de empreendimentos existentes. Elas são ótimas ferramentas para promover reduções de custos operacionais e aumentos de eficiência, trazem benefícios aos processos de gestão e à qualidade dos ambientes e, além disto, uma vez obtida a certificação, ainda valorizam o empreendimento e a imagem dos seus ocupantes, gestores e proprietários.

Acrescente-se ainda que medidas de baixo (ou nenhum) custo podem começar a ser implementadas e proporcionar resultados palpáveis já nos primeiros meses do período de implantação de um plano de ação que pode ser ajustado ao fluxo de caixa da empresa ou condomínio, de forma a viabilizar a sua implantação.


   
Os benefícios são tão importan que o LEED EB-OM (sistema de certificação LEED para edifícios existentes, operação e manutenção) está se tornando obrigatório por lei em muitas cidades dos EUA para prédios públicos. Por se tratar de medidas de economia de custos e aumento da eficiência no uso dos recursos públicos, contam com boa aceitação pela população, que por sua vez tem passado a exigir isto dos seus governos. 

Os sistemas de certificação fornecem um mapa bem claro, cheio de oportunidades de melhorias e aperfeiçoamentos, muitos dos quais de implementação simples e fácil para qualquer edifício que esteja procurando reduzir suas despesas operacionais e melhorar seu desempenho. Constituem também um instrumento de aferição de resultados de medidas já implementadas ou que venham a ser implementadas, servindo assim também como uma boa ferramenta de gestão operacional.


   
 
Além do LEED EB-OM, promovido pelo USGBC, temos no Brasil a possibilidade de adotar também a certificaçãoAQUA-HQE de Uso e Operação, promovida pela Fundação Vanzolini.

O Caminho a Seguir

Uma vez tomada  a decisão de buscar a certificação, o primeiro passo é fazer um Estudo de Viabilidade Técnica, para identificação de potenciais, oportunidades e eventuais riscos, de forma que se possa definir, para o empreendimento específico, quais seriam as estratégias mais viáveis para serem implementadas. O estudo levará em consideração o uso de energia e água, programas de manutenção, limpeza e gestão de resíduos, política de compras, dentre outros aspectos operacionais e constituirá um poderoso e consistente instrumento para subsidiar a tomada de decisão quanto à sequência do processo, com um caminho claro para ser seguido. 

Provada a viabilidade, discutidas e definidas as estratégias a serem adotadas, define-se um Plano de Ação, que incorporará estas estratégias e definirá metas de desempenho a serem atendidas, em função de indicadores estabelecidos nos processos de certificação, assim como as medidas e intervenções a serem feitas para que estas sejam atendidas. Paralelamente define-se um cronograma de implementação destas estratégias, a ser definido conjuntamente com os gestores e proprietários.

Com um plano de ação definido, passa-se então à Fase de Implementação do Plano, que deve ser acompanhada de forma sistemática, para verificação e medição de resultados e realização de ajustes, se necessários, de forma que se garanta que ao final do período, as metas de desempenho anteriormente definidas sejam alcançadas com sucesso.

Finalmente, ao final do período de implementação, com uma boa documentação de todo o processo e assessoria adequada, obtém-se a Certificação Ambiental do empreendimento.

 
O Empire State Building, em Nova Iorque, é provavelmente o caso mais visível de empreendimento existente que se tornou um Green Building, ao obter certificação LEED EB-OM Gold em 2010.

 
Importante frisar que práticas operacionais sustentáveis nem sempre exigem investimentos significativos. Algumas medidas de baixo custo e fácil implementação que contribuem para os processos de certificação e para o aumento da eficiência da operação são:

- Programa de desligamento controlado de lâmpadas e equipamentos mecânicos como ar condicionado, elevadores e bombas;
- Otimização de programas de manutenção de máquinas e equipamentos elétricos; 
- Gerenciamento e controle do descarte de resíduos;
- Revisão / substituição de equipamentos e peças hidráulicas;
- Gestão da irrigação do paisagismo;
- Gerenciamento dos sistemas de exaustão mecânicas;
- Favorecimento do aproveitamento da luz natural onde possível;
- Promoção de políticas de caronas compartilhadas e uso de bicicletas para a promoção da redução do uso de automóveis;
- Promoção de política de compras de produtos sustentáveis e mais saudáveis.
- Levantamentos de dados por meio de medições de campo e entrevistas com os usuários quanto às condições ambientais.

        
Clique na imagem para conhecer algumas estratégias de sustentabilidade implementadas no Empire State Building 
 
 
Outras medidas que também podem trazer ótimos resultados são, por exemplo:
 
- Captação, tratamento e aproveitamento de águas pluviais e residuais para usos não nobres;
- Substituição programada de lâmpadas e reatores por outros de melhor eficiência;
- Instalação de medidores de consumo de ramais hidráulicos e equipamentos elétricos;
- Instalação / revisão ou atualização de sistemas de automação e gerenciamento predial;
- Instalação / revisão de sensores de presença / movimento para integração aos sistemas de iluminação e climatização;
- Implementação de um plano de comissionamento operacional;
- Instalação de equipamentos de geração de energia local, de fontes renováveis;
- Instalação / substituição de equipamentos mecânicos por outros de maior eficiência.
 
Os custos para implantação destas medidas, naturalmente, dependerão de uma série de fatores gerais e específicos de cada empreendimento. Estudos realizados nos EUA sobre vários casos realizados, atestam que os custos totais para obtenção da certificação LEED EB-OM são em média de US$ 1,58 / pé quadrado, o que equivale a aproximadamente R$ 60,00 / m2 (considerando-se o dólar a quase R$ 4,00 nestas datas!). Ou seja, para muitos empreendimentos, não chegaria a 1% do valor do imóvel.
 
A chave da questão está em definir e priorizar adequadamente, já no Estudo de Viabilidade, as estratégias de baixo ou nenhum custo que sejam aplicáveis ao empreendimento e prever no Plano de Ação a implantação gradativa destas e das demais estratégias, à medida em que os resultados passem a ser percebidos.
 
 
    
O Condomínio Comendador Yerchanik Kissajikian (CYK), localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, onde estão localizados os escritórios da Petrobrás, conquistou a certificação LEED EB-O&M em 2008, tornando-se o primeiro caso de Green Building de operação e manutenção no Brasil.
 
Benefícios

Os benefícios são muitos. Seguem alguns, comprovados por meio de pesquisas realizadas em sua maioria nos EUA:
 
- Redução de custos operacionais (energia, água, insumos, resíduos); 
- Valorização do empreendimento, para venda ou locação, em imóveis comerciais;
- Aumento da atratividade e taxas de ocupação em empreendimentos comerciais;
- Melhor qualidade dos ambientes interiores, com aumento de produtividade (em escritórios, indústrias e edifícios escolares) e de vendas (empreendimentos de varejo);
- Aumento da retenção de talentos e redução da rotatividade de pessoal;
- Valorização da imagem da empresa ou instituição e da posição de liderança de mercado;
- Melhor gestão e controle dos processos operacionais e gerenciais, com instrumentos para aferição de desempenho e melhoria contínua.

A questão fundamental para o sucesso do processo e para a otimização dos retornos não diretamente mensuráveis, está na habilidade e eficiência com que se comunica aos usuários e visitantes do empreendimento, bem como ao público geral, os benefícios dos edifícios verdes e a importância de uma operação responsável e sustentável, comprovada, de maneira incontestável, por meio da obtenção da certificação.

O principal aspecto, talvez, seja justamente o de dar um bom exemplo, de criar um modelo de referência para o mercado. A adoção de uma certificação ambiental de empreendimentos reforça uma imagem de pioneirismo e de liderança dos seus proprietários e gestores, além de indicar uma clara preocupação com o futuro e com a sustentabilidade, promovendo o uso racional dos recursos hoje. É um bom recado para ser dado.

Então por que afinal não estamos implantando mais certificações ambientais de empreendimentos no Brasil?

Os principais motivos são desinformação dos gestores a respeito do processo, seus custos e benefícios, e também por falta de suporte e orientação técnica adequados. 

A contratação de uma consultoria especializada para assessorar, orientar e acompanhar os processos de certificação ou, ao menos, para conduzir um Estudo de Viabilidade Técnica que identificará os potenciais e as oportunidades, facilita compreender e justificar o investimento, com um olho nos custos e outro nos benefícios. 



   
 
O BNDES oferece linhas de financiamento com o objetivo de apoiar projetos de investimentos, visando à implantação, à modernização, à expansão da capacidade e ao aumento da produtividade e da eficiência do setor de comércio e serviços nacional. Os empreendimentos que adotam a Etiqueta PBE Edifica para eficiência energética dispõem de condições financeiras diferenciadas.

Por tudo isto, a adoção das certificações ambientais de edificações em edifícios existentes trata-se na realidade de uma ótima oportunidade, em que todos saem ganhando.
 
Categoria: Arquitetura e Construção, Gestão
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Retena ótica transforma luz em energia elétrica

Publicado por focs em 30/09/2015 às 07h37

The First Ever Optical Rectenna Turns Light Directly Into DC Current

 

A luz é um dos recursos mais abundantes na Terra e agora pode ser usada para gerar eletricidade. A primeira retena ótica do mundo - parte antena, parte retificador - foi desenvolvida por pesquisadores da Georgia Tech para capturar a luz e transformá-la diretamente em corrente contínua. Simplificando muito a geração de energia elétrica, este pequeno dispositivo pode representar uma mudança de rumos no campo das energias renováveis.

Outras formas de energia renovável - como a solar e eólica - exigem uma sequência de processos até que a energia elétrica esteja disponível para uso. A retena, por sua vez, converte a luz diretamente em corrente contínua, sem a necessidade de refrigeração, e também pode ser usada para gerar eletricidade a partir do calor residual. O dispositivo é composto de nanotubos de carbono e retificadores que capturam qualquer forma de luz - não necessariamente solar. As antenas de nanotubos geram uma carga oscilante que se move através do retificador, ligando-o e desligando-o a altíssima velocidade, criando, assim, uma pequena corrente elétrica. A combinação de bilhões de retenas juntas geram uma corrente mais substancial.

 

Uma descoberta como essa pode revolucionar o campo das energias limpas. "Nós poderíamos, finalmente, fazer células solares que são duas vezes mais eficientes, a um custo dez vezes menor, o que é para mim uma oportunidade de mudar o mundo de forma significativa", disse Baratunde Cola, professor adjunto na Faculdade de Engenharia Mecânica da Georgia Tech.

Retenas não são um conceito novo. Desenvolvida pela primeira vez na década de 1960, a tecnologia de combinação tem sido investigada por suas potenciais aplicações práticas. Levou mais de 40 anos para os investigadores descobrirem como torná-las pequenas o suficiente para comprimentos de onda ópticos, e para fazer um diodo retificador compatível, pequeno e rápido o suficiente para capturar as oscilações de ondas eletromagnéticas. Devido ao enorme potencial para a eficiência e o baixo custo dos dispositivos, os cientistas continuaram a trabalhar na tecnologia. Ainda bem, porque este desenvolvimento pode nos levar a fonte mais eficiente e acessível de energia limpa que o mundo já viu.

Fonte: Inhabitat

 

Categoria: Energia, Tecnologia e Inovação
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Potências verdes: Uruguai

Publicado por focs em 23/09/2015 às 17h56

Día Mundial del Medio Ambiente - Por una reflexión sobre el sistema de energía uruguayo 

 

O Uruguai funcionou quase um dia inteiro 100% com energias renováveis. Foram quase 24 horas, das 14h00 de segunda-feira 14 de setembro às 13h00 de terça-feira, 15.

Fontes eólicas foram as que forneceram mais eletricidade com 48,76% do total, seguidas de hidrelétrica com 39,64%, biomassa com 10,26% e fotovoltaica com 1,34 %. Grande notícia: o Uruguai está surpreendendo o mundo!!!

Nestas quase 24 horas, o Ururguai não recebeu energia elétrica proveniente do Brasil ou eletricidade gerada por combustíveis fósseis. O país não tem petróleo ou gás e já utiliza praticamente todo o seu potencial hidrelétrico. Sua economia está crescendo a 6% ao ano e quer aproveitar o momento para reduzir a pobreza.

 

 

 

 

As energias renováveis ​​são cada vez mais importantes na geração de eletricidade no Uruguai. Em 2014, hidrelétricas representaram 74%, biomassa 13%, combustíveis fósseis 7% e eólica 6%. Mas o Uruguai quer mais. Em 2014, lançou mais de 400 megawatts em usinas de energia eólica, e são esperadas várias outras em 2015.

Com apenas 3,2 milhões de habitantes, iniciou uma revolução energética: investe 3% do PIB em energias renováveis e já reduziu o custo da eletricidade para os uruguaios em 6%.

Os quatro principais partidos políticos do país chegaram a um acordo para implementar uma política energética comum a longo prazo, até 2030, independentemente de quem estiver no poder.

Fonte: Ecoportal

 

Categoria: Energia, Sociedade
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